Bhagavad Gita: texto sagrado hindu

O Bhagavad Gita, um dos textos mais reverenciados e profundos do Hinduísmo.

É um guia espiritual atemporal, cheio de sabedoria. Situado no meio do épico Mahabharata

o que é Bhagavad Gita

Este pequeno, mas poderoso livro é uma conversa entre o príncipe guerreiro Arjuna e seu cocheiro (aquele que conduz a carruagem), que é ninguém menos que o deus Krishna.

Em meio ao campo de batalha, Arjuna enfrenta uma crise moral e espiritual, questionando o propósito da guerra e seu papel nela.

A resposta de Krishna vai muito além da batalha iminente, oferecendo ensinamentos profundos sobre a vida, o dever, a espiritualidade e a busca pela verdadeira realização.

O Bhagavad Gita não é apenas uma peça central da literatura religiosa indiana; é uma obra que transcende barreiras culturais e temporais, oferecendo orientação e conforto para qualquer pessoa que busca entender a complexidade da vida e o caminho para uma existência mais plena e consciente.

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Neste artigo, vamos falar sobre os principais temas e ensinamentos do Bhagavad Gita, descobrindo como esse antigo texto continua a ser uma fonte de inspiração e orientação espiritual nos dias de hoje.

Contexto e cenário do Bhagavad Gita

O Bhagavad Gita é como um diamante incrustado no coração do épico Mahabharata, um dos maiores e mais antigos poemas épicos do mundo.

Para entender o Gita, primeiro precisamos dar uma olhada no cenário em que ele se desenrola.

O Mahabharata conta a história de uma grande disputa entre duas famílias reais, os Pandavas e os Kauravas, pelo trono do reino de Hastinapura.

Esta rivalidade culmina na batalha de Kurukshetra (norte de onde hoje é Delhi), onde primos se enfrentam em uma luta épica que é tanto física quanto moral.

É nesse campo de batalha, com exércitos prontos para lutar, que encontramos Arjuna, o grande guerreiro dos Pandavas.

Enquanto ele está parado em sua carruagem, olhando para os dois exércitos, ele é tomado por dúvidas e uma profunda angústia moral.

Arjuna vê parentes, mestres e amigos em ambos os lados, e a ideia de lutar contra eles o enche de horror.

Ele está confuso sobre seu dever e questiona a justiça e o significado da guerra. É aqui que Krishna, que é o cocheiro de Arjuna e também uma encarnação do Deus Vishnu, intervém.

Krishna não começa por dar conselhos militares, mas sim por oferecer sabedoria espiritual. Ele transforma a dúvida e a confusão de Arjuna em uma profunda conversa sobre a vida, o dever, a moralidade e a busca pela verdadeira compreensão do eu e do universo.

O Bhagavad Gita, portanto, é mais do que um diálogo sobre como vencer uma guerra.

É uma discussão profunda sobre os dilemas que todos enfrentamos na vida. Krishna usa a situação de Arjuna como um ponto de partida para ensinar sobre temas universais como dever (dharma), ação correta (karma) e a realização espiritual (moksha).

Arjuna e Krishna bhagavad gita

Diálogo entre Arjuna e Krishna

No coração do Bhagavad Gita está o diálogo entre Arjuna, o guerreiro confuso e angustiado, e Krishna, seu guia e mentor espiritual. Este diálogo começa com Arjuna paralisado pela dúvida e pelo medo no campo de batalha.

Ele está dividido entre seus deveres como guerreiro e seus sentimentos pessoais de não querer ferir seus próprios parentes e mestres, que estão no lado oposto da guerra. Krishna, percebendo a crise interna de Arjuna, começa a falar.

Ele não apenas aconselha Arjuna sobre a batalha, mas também o leva a uma jornada mais profunda de autoconhecimento e compreensão da vida. Krishna explica que a verdadeira batalha não é a luta física no campo, mas a luta interna que cada pessoa enfrenta para entender seu papel no mundo e cumprir seu dever com retidão e integridade.

Um dos pontos principais que Krishna aborda é o conceito de ‘dharma’, que pode ser entendido como dever ou moralidade.

Ele explica que cada pessoa tem seu próprio dharma e que cumprir esse dharma é essencial para a ordem e a harmonia do universo.

Para Arjuna, como guerreiro, seu dharma é lutar pela justiça e proteger o bem. Krishna também introduz a ideia de ‘karma’, que é a prática de agir sem apego aos resultados.

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Ele aconselha Arjuna a focar na ação correta e não no fruto dessa ação. Isso significa fazer o que é certo, sem se preocupar com sucesso ou fracasso.

Além disso, Krishna revela sua identidade divina a Arjuna, mostrando que ele é uma manifestação do próprio Deus.

Ele fala sobre a imortalidade da alma e a natureza transitória da vida, incentivando Arjuna a olhar além do mundo material.

Ensinamentos sobre a vida e o dever

Krishna, ao aconselhar Arjuna, aborda várias questões profundas que são muito relevantes para todos nós, independentemente do tempo ou do lugar.

Um dos principais ensinamentos é sobre a importância do ‘dharma’, que como vimos, trata-se do dever e a moralidade correta. Krishna explica que cada um de nós tem um papel específico a desempenhar na vida, baseado em nossa natureza e posição.

Para Arjuna, como guerreiro, seu dharma é lutar por justiça e proteção.

Cumprir esse dever, mesmo que seja difícil, é essencial para manter a harmonia e a ordem do mundo.

Outro ponto importante é o conceito de desapego. Krishna aconselha Arjuna a agir sem se apegar aos frutos da ação, ou seja, a fazer o que é certo sem se preocupar com os resultados, sejam eles sucesso ou fracasso.

Este ensinamento, conhecido como ‘karma’, é uma chamada para agir com integridade e honra, sem ser conduzido por desejos pessoais ou egoístas. Krishna também enfatiza a importância da auto-realização.

Ele orienta Arjuna a entender a sua verdadeira natureza, que é além do corpo físico e da mente.

Ao reconhecer que a alma é eterna e imutável, uma pessoa pode encontrar paz interior e resistir às turbulências da vida material.

Além disso, o Bhagavad Gita ensina que a verdadeira sabedoria vem do entendimento e da aceitação da complexidade da vida.

A vida é cheia de desafios e contradições, e enfrentá-los com sabedoria, força e compaixão é parte do nosso crescimento e evolução.

A natureza da Alma e a realização espiritual

Este ensinamento é como uma luz que nos ajuda a entender quem realmente somos e o que significa alcançar uma verdadeira compreensão espiritual. Krishna explica que o verdadeiro ‘Eu’, ou a essência de quem somos, não é o nosso corpo, nem nossa mente, nem nossas emoções.

Essas são partes temporárias e mutáveis de nossa existência. Em vez disso, o verdadeiro Eu é a alma, que é eterna, imutável e divina. Esta alma, é a verdadeira essência de cada ser, e é parte do absoluto, chamado Brahman.

Este entendimento leva à ideia de que, embora vivamos em um mundo físico e enfrentemos muitos desafios, nossa verdadeira natureza permanece pura e inalterada.

As lutas e sofrimentos da vida são temporários, e reconhecer nossa verdadeira natureza espiritual nos ajuda a manter uma perspectiva de paz e equilíbrio.

A realização espiritual, segundo o Bhagavad Gita, é alcançar essa compreensão profunda do Eu.

É reconhecer que somos mais do que nossos pensamentos, emoções e experiências físicas.

É entender que nossa verdadeira identidade está conectada ao divino e que a vida é uma oportunidade para nos aproximarmos dessa verdade.

Krishna aconselha que essa realização pode ser alcançada através de diferentes caminhos, como a devoção, a ação correta, a meditação e o conhecimento.

Cada um desses caminhos pode nos ajudar a entender melhor nossa verdadeira natureza e a viver uma vida mais plena e consciente.

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Uma Jornada pelos capítulos do Bhagavad Gita

Agora que já temos uma visão geral sobre o Bhagavad Gita, sabemos que é um texto sagrado inigualável na tradição hindu, uma obra-prima da espiritualidade que destila a sabedoria dos Vedas em seus curtos setecentos versos.

Vamos falar brevemente sobre os seus 18 capítulos, explorando os profundos ensinamentos presentes em cada capítulo do Bhagavad Gita e seu significado para a vida espiritual e social.

Desde a crise moral de Arjuna no campo de batalha até as revelações de Krishna.

Cada capítulo nos oferece uma visão única sobre a natureza da vida, amor, dever e libertação.

Assim, convido você a continuar comigo nesta viagem, para descobrir, refletir e, finalmente, vivenciar a sabedoria imortal do Bhagavad Gita.

Capítulo 1: Arjuna desiste

Arjuna, um dos personagens centrais do Mahabharata, encontra-se em uma encruzilhada moral e emocional na véspera de uma batalha que colocará ele contra seus próprios parentes e amigos.

Esta crise é intensificada pelo fato de que seu dever como guerreiro, ou seu Dharma, exige que ele lute, independentemente de seus sentimentos pessoais.

É neste contexto que ocorre o famoso diálogo entre Arjuna e Krishna. Krishna, que é tanto primo quanto mentor de Arjuna, tenta convencê-lo da necessidade da batalha, apontando para o conceito de Dharma e a ilusão da morte.

No entanto, Arjuna continua relutante, destacando o tema central da renúncia neste capítulo do Bhagavad Gita.

A última instrução de Krishna a Arjuna é uma garantia afetuosa, não uma ordem. Krishna simplesmente assegura a Arjuna, “Esqueça tudo o que você aprendeu ou não aprendeu.

Agora que você veio até mim, deixe comigo.

Não se preocupe”. Esta mensagem é uma indicação clara do poder da rendição e da confiança na divindade.

Capítulo 2: reencarnação, dever e yoga

Em Bhagavad Gita, a concepção de reencarnação é uma trama fundamental da vida de Arjuna e da humanidade.

Acredita-se que a alma é eterna e passa por ciclos de nascimentos e mortes, aprendendo lições valiosas em cada vida. Esta é uma ideia central na filosofia hindu.

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“Nunca houve um tempo em que Eu não existisse, nem você, nem todos esses reis; e no futuro nenhum de nós deixará de existir.”

(Bhagavad-gita 2.12)

Paralelamente, dharma, ou dever, tem um papel crucial.

Determina o caminho correto a ser seguido na vida, sendo um princípio essencial que orienta as decisões e a vida espiritual.

O Yoga é introduzido aqui como um meio de alcançar a auto-realização e a libertação (moksha).

O Bhagavad Gita apresenta diferentes formas de Yoga, mas neste capítulo, enfatiza a importância da ação – o karma yoga, ou o Yoga da ação, que envolve a realização de ações sem expectativa de recompensas pessoais.

“O que é noite para todos os seres é a hora de despertar para o autocontrolado; e a hora de despertar para todos os seres é noite para o sábio introspectivo.”

(Bhagavad-gita 2.69)

Capítulo 3: o yoga da ação (karma yoga)

“Deve-se realizar o trabalho como um sacrifício a Vishnu; caso contrário, o trabalho produz cativeiro neste mundo material.

Portanto, ó filho de Kunti, execute seus deveres prescritos para a satisfação dEle, e desta forma você sempre permanecerá livre do cativeiro.”

(Bhagavad-gita 3.9)

Abordando o conceito-chave do karma no Bhagavad Gita, este capítulo se aprofunda em como as ações de Arjuna, e de todos os seres humanos, são imbuídas de significado.

No contexto do capítulo 3, o yoga da ação ou karma-yoga, é discutido.

Essa forma de yoga envolve a realização de ações sem apego ou expectativas de resultados pessoais, uma prática que é vista como uma via direta para a libertação espiritual e o autoconhecimento.

Compreender isso é fundamental para entender a filosofia por trás da vida e dos deveres de Arjuna.

A ação desinteressada nos ensina a cumprir nosso dharma sem buscar recompensas pessoais, um aspecto central do ensinamento do Bhagavad Gita.

“Confusa, a alma espiritual que está sob a influência do falso ego julga-se a autora das atividades que, de fato, são executadas pelos três modos da natureza material.” 

(Bhagavad-gita 3.27)

Capítulo 4: encontrando um guru

bhagavad gita encontrando um guru

Na busca pela espiritualidade e autoconhecimento, a figura do Guru surge como um guia.

No Bhagavad Gita, Krishna desempenha esse papel para Arjuna.

Ele não é apenas um mentor, mas também uma fonte de conhecimento divino e sabedoria.

Ajuda a entender o conceito de guru na tradição hindu. O Guru é mais do que um professor. Ele é um transmissor de sabedoria espiritual e um guia na jornada do autoconhecimento.

No diálogo entre Krishna e Arjuna, podemos ver a importância da transmissão do conhecimento espiritual.

O Guru ensina, mas também inspira, motivando o discípulo a seguir o caminho da realização espiritual e do autoconhecimento. P

or isso, encontrar um guru é um passo fundamental na jornada espiritual. Com sua orientação, torna-se possível trilhar o caminho do conhecimento e da libertação.

Mas, levando em conta a sociedade em vivemos hoje em dia, tenha muito cuidado para não cair em contos de charlatão.

Você pode aprofundar os seus conhecimentos através da leitura de livros de autores consagrados.

“Tente aprender a verdade aproximando-se de um mestre espiritual. Faça-lhe perguntas com submissão e preste-lhe serviço. As almas autorrealizadas podem lhe transmitir conhecimento porque elas são videntes da verdade.”

(Bhagavad-gita 4.34)
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Capítulo 5: agindo em consciência do Senhor Krishna

No capítulo “Agindo em Consciência do Senhor Krishna”, o Bhagavad Gita se aprofunda na ideia de agir sob orientação divina.

Krishna, nesse contexto, não é apenas uma figura de Deus, mas um guia e mestre na jornada de Arjuna rumo ao autoconhecimento.

O texto aborda como devemos agir em conformidade com a vontade divina para alcançar a iluminação.

O ensinamento fundamental aqui é que as ações realizadas com consciência divina não só promovem o crescimento espiritual, mas também conduzem à libertação do ciclo de renascimento e morte.

Essa forma de agir é um aspecto fundamental da filosofia do yoga, que postula que a verdadeira liberdade vem de agir sem apego aos resultados pessoais.

Aqui, a devoção à Krishna e a prática da fé, são ferramentas poderosas para a realização espiritual

Uma vez mais, as palavras de Krishna lançam Arjuna num mar de dúvidas. Ao término do quarto capítulo, Krishna enaltece o valor do saber e da renúncia.

Contudo, no mesmo contexto, instiga Arjuna a se erguer em combate.

Em busca de um caminho inequívoco, Arjuna suplica por um veredicto: deveria ele abraçar a renúncia total ou deveria brandir sua espada sob a égide divina?

Krishna, então, esclarece que ambas as escolhas são válidas e santificadas, mas destaca que o agir em nome do Divino transcende.

Ao aprofundar-se na filosofia do karma–yoga, Krishna expõe o contraste gritante entre as ações egoístas do materialista e as do devoto altruísta.

Revela-nos que, ao dedicarmos nossas ações a Deus, pavimentamos o caminho para o domínio dos sentidos e a consequente libertação das amarras do karma.

“Quem tem plena consciência de Mim, conhecendo-Me como o beneficiário último de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses, e o benfeitor e benquerente de todas as entidades vivas, alivia-se das dores e misérias materiais.”

(Bhagavad-gita 5.29)

Capítulo 6: meditação e yoga místico

No Bhagavad Gita, a meditação é concebida como um instrumento vital no caminho espiritual.

A prática da meditação é explorada em detalhe neste capítulo, enfatizando sua crucialidade para a obtenção da liberação espiritual.

Este capítulo também introduz os diferentes tipos de yoga, como o bhakti e jnana yoga, ressaltando o valor dessas disciplinas na jornada espiritual de Arjuna.

O bhakti yoga relaciona-se à devoção amorosa a Deus, enquanto o jnana yoga está ligado à busca pelo conhecimento absoluto e a percepção do divino.

Ao se envolver na meditação e nas práticas do yoga, Arjuna poderia alcançar um estado de consciência expandida e realizar sua verdadeira natureza divina, um tema central dos ensinamentos de Krishna.

“E de todos os yogīs, aquele que tem muita fé e sempre se refugia em Mim, pensa em Mim dentro de si mesmo e Me presta serviço transcendental amoroso – é o mais intimamente unido a Mim em yoga e é o mais elevado de todos. Esta é a Minha opinião.”

(Bhagavad-gita 6.47)

Capítulo 7: conhecimento absoluto

No capítulo 7, o Bhagavad Gita revela a essência do conhecimento absoluto.

Aqui, Senhor Krishna expõe a realidade do universo, desvendando os mistérios da vida, morte e libertação.

Ao abraçar os ensinamentos sagrados deste capítulo, o buscador espiritual pode cultivar um profundo autoconhecimento, desvendando os véus da ignorância que limitam a percepção da realidade.

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É um convite para transcender as limitações do eu físico e experienciar a realidade suprema do brahman.

Este capítulo é uma síntese da sabedoria dos Vedas, fornecendo uma base sólida para a contínua jornada espiritual.

Enfatiza a importância de buscar a verdade com dedicação e determinação, inspirando a prática constante de yoga e meditação.

“Ó conquistador de riquezas, não há verdade superior a Mim. Tudo repousa em Mim, como pérolas num cordão.”

(Bhagavad-gita 7.7)

Capítulo 8: alcançando o supremo

Em nossa jornada para desvendar os mistérios da Bhagavad-gita, chegamos ao capítulo 8. Este capítulo é crucial, pois destaca a importância de entender a dinâmica entre humanos e seres divinos.

A interação entre humanos e seres divinos é um tema recorrente neste capítulo.

Aqui, Krishna orienta Arjuna, abordando suas dúvidas e dilemas sobre vários temas, como:

  • O que é Brahman
  • O que é o mundo material
  • O que é o Eu
  • O que é karma
  • Quem são os devas
  • Quem é o Senhor do sacrifício
  • Como um devoto pode conhecer o Senhor Krishna na hora da morte

“Qualquer que seja o estado de existência de que alguém se lembre ao deixar o corpo, ó filho de Kunti, esse mesmo estado ele alcançará impreterivelmente.”

(Bhagavad-gita 8.6)

Capítulo 9: personalidade de Deus

Com o desenrolar dos ensinamentos da Bhagavad-gita, a sabedoria de Krishna se desvenda diante de Arjuna de forma cada vez mais íntima.

Neste capítulo em particular, Krishna transcende sua exposição formal sobre a interação com a criação material e se aprofunda no vínculo afetivo e singular que compartilha com seus fiéis devotos.

Ademais, ao desbravar os mistérios de sua divindade, Krishna proclama que, apesar de criar e permear toda a existência, ele permanece uma entidade autônoma e desligada dos apegos.

Enquanto isso, as almas confinadas se veem imobilizadas pela energia material, tornando-se incapazes de compreender Krishna em toda a sua magnitude, mesmo quando ele se manifesta diante delas.

Desse modo, seus empreendimentos são fadados ao insucesso. Em contraste, as almas que alcançam o conhecimento sobre Krishna despertam para uma consciência iluminada.

Revisitando ensinamentos do sétimo capítulo, o Senhor Krishna retoma a discussão sobre a adoração equivocada, destacando que, em busca de uma felicidade efêmera e material, certos seguidores dos textos védicos dirigem suas preces aos devas.

E, mesmo que alcançassem o êxtase celeste após árduo empenho, tal estado é passageiro, resultando em seu inevitável retorno ao ciclo de nascimentos e mortes.

Concluindo o capítulo, Krishna revela a beleza da interação amorosa entre Ele e a minúscula alma individual.

Como uma entidade pessoal, Ele se deleita com as singelas ofertas de amor, seja uma gota de água, um fruto ou uma flor.

Krishna se anuncia imparcial perante todas as criaturas, mas confessa uma afinidade especial por seu devoto, a quem promete alívio do fardo do karma ao fim da vida terrena.

“Não invejo ninguém, tampouco sou parcial com alguém. Sou igual para com todos. Porém, todo aquele que Me presta serviço com devoção é um amigo, e está em Mim, e Eu também sou seu amigo.”

(Bhagavad-gita 9.29)

Capítulo 10: como ver e servir a Deus

Continuando a nossa exploração na devoção ao Senhor Krishna, este capítulo nos leva a uma compreensão mais profunda das orientações dadas por Krishna a Arjuna.

Seguindo a essência dos versos de 8 a 11, reconhecidos pelos grandes comentaristas como o coração da Bhagavad-gita, percebemos que servir a Deus não é um conceito abstrato, mas uma prática tangível. Krishna, a sabedoria absoluta e a glória suprema, é a fonte de todos os seres.

Mesmo que não possamos compreender completamente suas misteriosas manifestações, como Arjuna, nossa fé nele deve ser espontânea e genuína.

“Eu sou a fonte de todos os mundos materiais e espirituais. Tudo emana de Mim. Os sábios que conhecem isto perfeitamente ocupam-se no Meu serviço devocional e adoram-Me de todo o coração.”

(Bhagavad-gita 10.8)

Capítulo 11: a forma terrível de Deus

No Capítulo 11 da Bhagavad-gita, somos levados a explorar as várias formas do Senhor Krishna, com destaque para a sua forma universal.

Esta forma é uma manifestação da conexão divina de Krishna com toda a criação material.

Arjuna, o guerreiro, pede a Krishna para lhe mostrar essa forma.

Ele se maravilha com a visão da infinita multiplicidade em Krishna, que brilha com a efulgência de mil sóis.

Ele vê todos os deuses, todos os seres, e até mesmo Brahma, resplandecente em seu Trono-Lótus.

Contudo, essa visão cósmica é tão poderosa que Arjuna se enche de medo.

Ele implora a Krishna para retornar à sua forma mais familiar, com coroa, maça e disco na mão. Krishna, em sua ilimitada compaixão, acalma os temores de Arjuna, revelando sua presença divina de uma maneira mais compreensível.

Robert Oppenheimer, o cientista que observou a primeira explosão da bomba atômica durante testes, disse: “Agora eu me tornei a morte, o destruidor dos mundos”.

Esta é uma passagem encontrada neste capítulo do Bhagavad-gita.

“Meu querido Arjuna, só pelo serviço devocional indiviso é possível compreender-Me como Eu sou, aqui diante de você, podendo ser visto diretamente. Somente dessa maneira você pode ingressar nos mistérios da compreensão acerca de Mim.”

(Bhagavad-gita 11.54)

Capítulo 12: perfeição mediante o amor a Deus

A majestosa forma universal do Senhor Krishna invocou em Arjuna um profundo sentimento de temor e admiração, no entanto, a preferência de Krishna recai sobre o amor incondicional de seus devotos.

Dessa forma, no capítulo mais breve da Bhagavad-gita, Krishna aprofunda o tema do serviço devocional pessoal – o bhakti-yoga – inicializado ao final do décimo primeiro capítulo.

É justamente após revelar sua forma universal que Krishna estabelece o argumento, garantindo que nem Arjuna nem ninguém mais venha a confundir sua verdadeira essência com aquela visão formidável.

O diálogo se inicia com uma questão levantada por Arjuna, que busca compreender o valor do bhakti-yoga em comparação à realização do Brahman, o aspecto impessoal do Senhor. Krishna reconhece a validade do caminho do Brahman, ainda que o considere árduo, prometendo, por outro lado, a libertação direta àqueles fiéis devotos do bhakti.

Em uma avaliação das diversas práticas espirituais, o Senhor Krishna exalta a devoção que nasce espontaneamente do coração, por amor, como a mais elevada.

Aos que ainda não atingiram tal estado, Ele recomenda a prática do bhakti-yoga seguindo preceitos.

Para os que resistem ao bhakti, Krishna sugere a dedicação ao trabalho em seu nome ou então à causas altruístas.

O capítulo se encerra com Krishna descrevendo as virtudes que adornam o devoto que o ama verdadeiramente.

“A Suprema Personalidade de Deus disse: Aqueles que fixam suas mentes na Minha forma pessoal e sempre se ocupam em Me adorar com uma fé forte e transcendental, são considerados por Mim como os mais perfeitos.

(Bhagavad-gita 12.2)

Capítulo 13: corpo, alma e superalma

Aqui, o Senhor Krishna apresenta uma análise profunda da natureza humana.

Neste capítulo, Ele faz distinção entre o corpo, a alma e a Superalma, proporcionando uma visão esclarecedora sobre a complexidade do ser.

Primeiramente, o corpo é descrito como o veículo físico, a morada temporária para a alma e a super alma.

Em segundo lugar, a alma, como o eterno eu individual, é a entidade consciente que experimenta o mundo através dos sentidos do corpo.

Finalmente, a superalma é a representação do divino em nós, uma faísca do Supremo que reside em cada ser vivo e serve como testemunha e orientador.

Compreender a diferença entre estes três conceitos é fundamental para estabelecer uma conexão verdadeira com o Supremo.

Este conhecimento não só ilumina o caminho para a realização espiritual, mas também fornece uma base sólida para a prática da devoção e do serviço a Deus.

“Ó filho de Bharata, assim como o Sol ilumina sozinho todo este Universo, do mesmo modo, a entidade viva, sozinha dentro do corpo, ilumina o corpo inteiro através da consciência.”

(Bhagavad-gita 13.34)

Capítulo 14: além dos três modos

Apresenta a transcendência dos três modos da natureza material – bondade, paixão e ignorância, uma fase crucial no caminho para alcançar o supremo.

O Senhor Krishna explica que todos os seres vivos estão sob a influência desses modos desde o nascimento.

No entanto, o verdadeiro desafio é transcender esses modos para atingir um estado de pura consciência espiritual.

Ao transcender os três modos, uma pessoa não é afetada pelo nascimento ou morte.

Essa pessoa vê a Deus em tudo e tudo em Deus, estabelecendo uma relação íntima com o Supremo.

Essa transcendência permite a libertação dos ciclos de nascimento e morte, alcançando a vida eterna.

Este capítulo enfatiza a importância da Perfeição Mediante o Amor a Deus e o papel da devoção nesse processo.

A busca pela transcendência é, de fato, uma jornada rumo ao divino.

Ó filho de Kunti, deve-se compreender que é com o nascimento nesta natureza material que todas as entidades vivas, em todas as espécies de vida, tornam-se possíveis, e que Eu sou o pai que dá a semente.”

(Bhagavad-gita 14.4)

Capítulo 15: o yoga pessoal supremo

No início deste capítulo, o Senhor Krishna nos presenteia com uma alegoria fascinante, onde compara o universo material a uma imponente figueira-de-bengala.

Tais árvores, características da Índia e de outras regiões tropicais, são notáveis por sua grandiosidade.

Do alto de seus galhos, elas lançam raízes que, ao atingirem o solo, dão origem a novos troncos, criando assim uma expansão quase infinita.

A vastidão que as figueiras-de-bengala alcançam é tal que encontrar a origem pode se revelar um verdadeiro desafio.

Krishna nos fala sobre uma árvore alegórica com raízes que crescem para cima e galhos que se estendem para baixo, existindo apenas como um reflexo na superfície de um lago.

Ele nos adverte que tentar agarrar uma maçã refletida resultará apenas em um braço encharcado pela água.

De maneira semelhante, o mundo material é um reflexo distorcido do mundo espiritual, a morada divina de Krishna, onde forma e cor se manifestam, mas não a essência verdadeira.

O amor inato da alma por Deus é desviado, enredando-se nas folhagens e ramos efêmeros dessa árvore material refletida.

O Senhor aconselha Arjuna a romper os laços com tal árvore e, ao fazer isso, possibilita o caminho para alcançar a Sua morada celestial.

Neste lugar sublime, ao contrário da obscuridade do mundo material, reina uma luz eterna que não necessita do sol nem da eletricidade para brilhar.

Aqueles que se deixam seduzir pelas ilusões materiais desperdiçam a oportunidade de retornar ao reino espiritual e estão condenados a reencarnar compulsoriamente.

Como Krishna já elucidou, o desapego do mundano e a devoção a ele são, na verdade, a mesma jornada.

Para o bem de Arjuna, e de todos nós, Krishna expõe seu ser mais uma vez. No verso quinze, Ele revela a relação íntima que mantém com cada alma e a sua onipresença nas sagradas escrituras.

“Esta Minha morada suprema não é iluminada pelo Sol ou pela Lua, nem pelo fogo ou pela eletricidade. Aqueles que a alcançam jamais retornam a este mundo material.”

(Bhagavad-gita 15.6)

Capítulo 16: o divino e o demoníaco

Na abertura do Bhagavad-gita, testemunhamos o ilustre Senhor Krishna a diferenciar a alma imortal da efêmera constituição corporal.

Ele, com maestria, desvenda os segredos dos modos que regem a natureza e como influenciam as almas em seu ciclo de reencarnações.

Diante de um ávido Arjuna, Krishna revela as chaves para ultrapassar as amarras desses modos.

Mais adiante, com a imagem vívida dos ramos inferiores da figueira simbólica do capítulo quinze, ele contrasta as ações marcadas pelos modos inferiores com aquelas de um ser que se elevou acima das três qualidades da natureza.

Após elencar as virtudes celestiais que adornam os que transcendem até mesmo o modo da bondade, Krishna descreve as tendências demoníacas, marcadas pelo impulso da paixão e pela névoa da ignorância. T

ais indivíduos são caracterizados por sua impureza, arrogância, descrença, comportamento indigno, e um incessante anseio por prazeres senxuais.

Sua visão distorcida do mundo os impulsiona a forjar armamentos terríveis e destruidores.

Em busca desenfreada pela satisfação dos sentidos, recorrem a qualquer meio, mesmo que isso signifique ostentar uma fachada de caridade e piedade.

Ao fim, sua conduta culmina no escárnio e na zombaria contra a verdadeira essência espiritual.

Com uma descrição pungente, Krishna delineia um destino sombrio para tais almas: o abismo das formas de vida inferiores.

Por isso, é exortado que o indivíduo prudente rejeite a luxúria, a ira e a ganância – portais desastrosos que conduzem ao inferno. Seguindo o caminho das escrituras sagradas, essa pessoa se desvia do trágico fim reservado aos demônios.

“Aquele que põe de lado os preceitos das escrituras e age conforme os próprios caprichos não alcança a perfeição, a felicidade, nem o destino supremo.”

(Bhagavad-gita 16.23)

Capítulo 17: fé, alimento e sacrifício

Diante da curiosidade manifestada por Arjuna sobre o destino daqueles que cultuam a divindade sem se ancorar nas escrituras sagradas, o Senhor Krishna oferece uma perspectiva esclarecedora. Indivíduos que possuem fé, ainda que não baseada nos textos sagrados, muitas vezes voltam sua devoção a seres humanos ou devas.

Diante dessa inquietação, Arjuna anseia por compreender qual será o futuro reservado a essas almas.

Krishna, com sua sabedoria infinita, explica que a fé desprovida da orientação das escrituras é mais um reflexo dos três modos – as qualidades que constituem a natureza.

Essas qualidades são determinantes não apenas no ato de adoração, mas também na maneira como se alimentam, nos sacrifícios que realizam, nas penitências que empreendem e nas obras de caridade que praticam.

Após elucidar como essas atividades são afetadas pelos diferentes modos da natureza, Krishna revela a abordagem transcendental: dedicando ao Senhor Supremo qualquer sacrifício, penitência ou ato caridoso, o devoto transcende a influência desses modos.

As almas iluminadas, cientes disso, iniciam suas oferendas com o sagrado mantra om tat sat, invocando a verdade absoluta e suprema.

A entoação de qualquer um dos gloriosos nomes do senhor supremo produz efeito semelhante.

Ao final de sua exposição, o Senhor Krishna enfatiza que ações desprovidas da intenção de agradar ao Divino não passam de esforços desarticulados, típicos de uma alma ainda presa às amarras da condição material.

Esses atos se mostram destituídos de qualquer substância verdadeira.

“A austeridade da fala consiste em proferir palavras verazes, agradáveis, benéficas e que não perturbam os outros, e também em recitar regularmente a literatura védica.”

(Bhagavad-gita 17.15)

Capítulo 18: rompendo as amarras com a matéria

Este é o capítulo mais extenso da Bhagavad-gita e sintetiza a essência de sua sabedoria. Arjuna, após ser instruído sobre os efeitos dos três gunas – modos da natureza – e a importância de consagrar suas ações a Deus, vê sua intenção de abandonar a batalha rejeitada por Krishna.

Agora, ele indaga como verdadeiramente renunciar aos laços materiais e devotar-se ao serviço divino.

Krishna, em sua resposta, examina a renúncia sob as lentes da bondade, paixão e ignorância. Enquanto valoriza o desapego, ele enfatiza que abandonar o sacrifício, a caridade e a austeridade não tem proveito. Para ilustrar a Arjuna o propósito da renúncia, Krishna destaca cinco fatores que influenciam o resultado das ações, muitos dos quais escapam ao controle humano.

Ele prossegue discutindo a natureza da ação, do conhecimento e da felicidade, todos sob a influência dos três gunas.

Clarificando ainda mais, Krishna descreve o sistema de varnasrama, a estrutura social idealizada, onde as categorias sociais – brahmanas, kshatriyas, vaishyas e shudras – são definidas por qualidades e ações e não pelo nascimento.

Em sua exortação, ele assevera que, seguindo a senda da dedicação a ele, todo ser pode alcançar a perfeição. Krishna, aproximando-se da conclusão do diálogo sagrado, assegura a Arjuna que, como seu devoto, ele estará protegido em todas as circunstâncias.

Com clareza, ele aconselha Arjuna contra a renúncia equivocada da batalha e o incita a lutar, de acordo com sua própria natureza.

Prometendo proteção, Krishna encoraja Arjuna a fazer sua escolha. Krishna delineou múltiplos caminhos – devoção, yoga mística e jnana (conhecimento) – sempre destacando a luta de Arjuna como uma rendição a ele.

Revelando sua divindade, ele deixa a Arjuna a liberdade da escolha final. Ao abençoar todos que discorrem e escutam os ensinamentos da Bhagavad-gita, Krishna questiona se as ilusões de Arjuna foram dissipadas.

Com um enfático “Sim!”, Arjuna confirma seu entendimento, e Sanjaya, o vidente narrador, encerra a Gita com uma mistura de gratidão e êxtase.

Ele prepara-se, então, para transmitir os acontecimentos da batalha a Dhritarastra, seu mestre cego, uma verdade que carrega consigo o peso da realidade iminente.

“Abandone todas as variedades de religião e simplesmente renda-se a Mim. Eu o libertarei de todas as reações pecaminosas. Não tema.”

(Bhagavad-gita 18.66)

Conclusão

Diante de tudo o que foi explorado sobre o Bhagavad Gita, podemos perceber que este texto sagrado se mantém como um farol de sabedoria espiritual e ética na jornada humana.

Não é apenas pela grandeza histórica ou literária que o Gita conquista corações e mentes, mas pela sua capacidade de dialogar com nossas inquietações mais profundas, mesmo em um mundo tão diferente daquele em que foi escrito.

A conversa entre Arjuna e Krishna transcende o tempo e o espaço, oferecendo um mapa para quem busca entender seu papel no universo e encontrar um caminho de realização verdadeira.

Os ensinamentos sobre dharma, karma yoga e a natureza imortal da Alma são diretrizes que podem iluminar nossas escolhas diárias, promovendo uma vida de integridade e propósito.

O Bhagavad Gita nos convida a olhar para dentro, a reconhecer a eternidade de nossa essência e a viver de acordo com princípios que honram a vida em sua totalidade.

Seja na batalha interna contra nossas próprias limitações ou na luta externa por um mundo mais justo, o Gita nos inspira a agir com sabedoria e compaixão.

Que a leitura deste antigo, possa inspirar cada um de nós a percorrer o caminho do autoconhecimento e da realização espiritual, elevando nossas experiências cotidianas a expressões do divino em nós.

Que possamos aprender, como Arjuna, a enfrentar nossas batalhas com coragem e discernimento, guiados pelas palavras imortais de Krishna.

Om Shanti Shanti Shanti – Paz, Paz, Paz.

Leitura recomendada: Os Povos Dravidianos e suas influências na Índia

Perguntas frequentes

O que fala o livro Bhagavad Gita?

Ah, o Bhagavad Gita! Essa joia da literatura espiritual indiana é uma conversa profunda e reveladora entre o príncipe Arjuna e o deus Krishna. Imagina só, estamos no campo de batalha, e Arjuna está confuso sobre seus deveres como guerreiro e como ser humano. Ele questiona tudo, desde a moralidade do combate até o sentido da vida.

Qual a mensagem do Bhagavad Gita?

Este texto sagrado, parte do épico Mahabharata, o Bhagavad Gita nos ensina que devemos realizar nossos deveres com dedicação e sem apego aos resultados. Nos incentiva a sermos guerreiros no campo de batalha da vida, agindo com retidão e seguindo nosso dharma (dever), enquanto mantemos a mente centrada e livre de desejos egoístas. Nos inspira a buscar a união com o divino através da prática do yoga em todas as suas formas – de ação, conhecimento e devoção.

O que significa a palavra Bhagavad Gita?

Bhagavad Gita, uma expressão em sânscrito que encanta e intriga, é literalmente traduzida como “A Canção do Bem-Aventurado”.

Qual é a religião do livro sagrado Bhagavad Gita?

O Bhagavad Gita é um livro sagrado do Hinduísmo, uma das religiões mais antigas e complexas do planeta! Não é apenas um guia espiritual, mas também uma fonte de sabedoria profunda, que ilumina o caminho para entender o dharma, a justiça, o dever e a própria vida.

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